Tempo
Sobre o tempo que a análise pede
Há uma pressa em resolver. A análise propõe outra coisa: deixar que o sentido chegue no seu próprio passo.
Ler reflexão →Há espaço também para não saber.
Nem sempre é simples responder a essa pergunta. Outras vezes, mais difícil ainda é encontrar alguém disponível para escutar a resposta com atenção, sem julgamentos e com um interesse genuíno em saber quem você é e o que sente.
Joana Abrantes
Psicanalista
Antes da psicanalista, existe alguém que gosta de pessoas, livros, música, memes e boas histórias. Penso que a vida é a arte de tecer histórias, criar vínculos e encontrar poesia no cotidiano.
Acredito que cada pessoa chega à análise trazendo muito mais do que uma queixa. Chega com uma história, modos de amar, de perder, de desejar, de ser e de sobreviver. A escuta também pede tempo. Gosto de imaginá-la como quem sintoniza um rádio: entre ruídos, silêncios e pequenas aproximações, uma voz começa a ganhar contorno. É nesse espaço de escuta que meu trabalho acontece, acompanhando cada pessoa para que possa construir uma relação mais própria com o que fala sobre o viver.
Trajetória
Existe um tempo para falar, um tempo para lembrar e um tempo para construir sentidos.
A análise acontece nesse intervalo.Nem sempre chegamos sabendo o que dizer ou como nos narrar. Muitas vezes chegamos apenas com a sensação de que algo já não cabe na forma como vínhamos vivendo.Na análise, a fala também se transforma em escuta. Ao nos escutarmos, aos poucos, aquilo que parecia silêncio, angústia ou confusão pode encontrar novas palavras e novos sentidos.
Frequência
Encontros semanais, em dia e horário fixos — um tempo que passa a ser seu.
Duração
Cada sessão dura cerca de 50 minutos. A análise, o tempo que for preciso.
Sigilo
Tudo o que se fala aqui permanece aqui. O sigilo é a condição do dizer.
Presencial & online
Consultório em São Paulo e atendimento por vídeo, para quem está distante.
Há quem chegue com um motivo claro. Há quem chegue sem saber bem o quê. Os dois começos cabem. Alguns dos fios que costumam aparecer na escuta:
Reflexões sobre temas que atravessam a experiência humana, a clínica e a vida. Textos curtos, escritos no intervalo entre uma escuta e outra.
Tempo
Há uma pressa em resolver. A análise propõe outra coisa: deixar que o sentido chegue no seu próprio passo.
Ler reflexão →Sintoma
Aquilo que incomoda também diz algo. Escutar o sintoma é o começo de não estar mais sozinho com ele.
Ler reflexão →Repetição
Certas cenas voltam, com outros nomes. Reconhecer o fio que as une é começar a poder fazer diferente.
Ler reflexão →Não há um critério único. Quando algo se repete, incomoda ou pesa de um jeito que é difícil pôr em palavras sozinho, a análise pode oferecer um lugar para isso. Uma conversa inicial costuma ajudar a sentir se faz sentido para você.
A psicanálise se interessa pelo inconsciente — pelo que escapa, se repete e insiste para além do que controlamos. Em vez de focar apenas em soluções rápidas, propõe um trabalho de escuta no tempo, em que a própria fala vai abrindo caminhos.
Em geral, encontros semanais, em dia e horário fixos. A frequência pode ser conversada conforme o momento e a necessidade de cada análise — o importante é a regularidade que sustenta o trabalho.
Sim. O essencial — a escuta e a constância — se mantém. O atendimento por vídeo torna possível seguir com a análise mesmo à distância, em mudanças de cidade ou rotinas que pedem flexibilidade.
Não há prazo definido. Cada percurso tem seu ritmo. A análise dura o tempo em que continua fazendo sentido para quem a faz — e esse é, também, um assunto que se conversa ao longo do caminho.
Se algo aqui ressoou, talvez possamos começar a tecer juntos.
O primeiro contato é simples e sem compromisso. Marcamos uma conversa inicial e vemos se faz sentido iniciarmos esse percurso juntos.